Produtos sem glúten é aqui!!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Lançamentos!!!

Feira de produtos sem glúten em Curitiba....um sucesso!!!
Parabéns a ACELPAR pela organização.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Jornal Hoje - 04/11/2011


Pão de arroz faz sucesso no Japão

Instituto japonês tenta desenvolver pão feito de arroz para quem é alérgico a glúten, mas padarias já oferecem versão para quem não tem alergia.

Roberto KovalickJapão
Imagine nunca mais comer um pão quentinho, crocante e delicioso no café da manhã. Esse é o preço que o sérvio Novak Djokovic está pagando para se tornar o tenista número um do mundo. Ele sempre foi um bom tenista, mas só se tornou o melhor do mundo depois que descobriu que sofria de doença celíaca, uma alergia ao glúten, substância presente no trigo. Entre os sintomas, está a fadiga. Por isso, o Instituto Nacional de Pesquisa de Alimentos do Japão tenta desenvolver o prazer de um bom pãozinho aos alérgicos.
Segundo o professor Hiroyuki Yano, o glúten dá ao pão a forma e a textura que conhecemos. Uma massa feita de farinha de arroz é molenga e não dá o mesmo resultado, mas os cientistas descobriram que uma substância chamada glutationa, que parece açúcar e está presente no corpo humano, é capaz de substituir o glúten. O resultado é um pão igualzinho ao de trigo. Ele reconhece que o sabor ainda deixa a desejar e, por isso, o laboratório fez um convênio com padeiros japoneses para aperfeiçoar a receita.
Mas algumas padarias de Tóquio se anteciparam e lançaram suas versões de pão de arroz - ainda sem o produto do laboratório - e a novidade está fazendo sucesso. Os pães ainda não podem ser saboreados porque quem tem alergia, mas estão fazendo o maior sucesso entre as mulheres. Elas estão seguindo o exemplo de Djokovic não para se tornarem campeãs de tênis, mas sim porque ao adotar a nova dieta, ele ficou mais magro.

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Uma mulher que trocou o pão de trigo pelo de arroz, diz que ainda não viu nenhuma diferença no peso, mas vai continuar a nova dieta para ver se também emagrece. Para o dono da padaria, o pão de arroz atrai as mulheres porque tem o mesmo sabor do de trigo e a sensação de ficar saciado é mais prolongada. Porém, os cientistas japoneses alertam que não há nenhuma comprovação científica de que ele engorde menos, já que ele também tem carboidratos.
Além dos pães tradicionais, a padaria também oferece algumas combinações inusitadas. Um deles tem o sabor familiar aos brasileiros: pão de arroz com recheio de feijão, só que doce.
 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Primeiras fotos do Desenvolvimento das Barrinhas de cereal



 

Barrinha de cereais de castanha com gergelim. Ficou maravilhosa!!!
Agora precisamos desenvolver uma embalagem...outro desafio!!!

Sem Glúten Alimentos

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Triathon Wladimir Azevedo - O celíaco campeão!!!

Dia 27/08/2011. Em Penha/ SC acontecia Ironman 70.3 e lá estava um atleta de se orgulhar!
Wladimir Azevedo - Um celíaco campeão!!!
Mesmo machucado foi até o final, não desistiu e superou todas as dificuldades.
Parabéns pela conquista!
Suas atitudes são inspiradoras e demonstram que um celíaco pode ter uma vida mais do que saudável, pode até ser um grande atleta!!!
Muito sucesso e continue nos motivando, inspirando para uma vida saudável.


Sem Glúten Alimentos

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Gisele Bündchen declara ser intolerante ao Glúten



LIMPE SEUS RINS


Use e abuse da salsa.... êta cheirinho bom na comida.....Todo bom cozinheiro que se preze utiliza a salsinha e a cebolinha verdade. Ela tem duas grandes utilidades: deixa a comida gostosa e ainda faz muito bem para nossa saúde!!!
 
VAMOS USAR, e.... REPASSAR.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Limpe seus rins por menos de R$ 1,00
Os anos passam e nossos  rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo.

Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza. Como fazer isso? Salsa

De um modo simples e barato: Pegue um maço de salsa e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na geladeira. Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina. Você vai notar a diferença! Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins. E é um remédio natural!
A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas.  Ela contém mais vitamina  C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166 mg por 100g).
Isso é três vezes mais que a laranja.
A salsa contém também ferro  (5.5mg /100g), magnésio (2.7mg / 100g), cálcio  (245 mg / 100g) e potássio (1 mg / 100g) ... Sendo  recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.
Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.
O suco de  salsa, sendo uma bebida natural,  pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.
As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendo na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.
MUITO BOM PARA HIPERTENSOS.

domingo, 14 de agosto de 2011

Outra opção para quem tem alergia ao leite animal!! Leite de Inhame!





O inhame é depurativo, desintoxicante e fortalece o sistema imunológico. É  rico em amido e fibras solúveis o que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e as taxas de colesterol sangüíneo. Possui propriedades de cura intestinal, pois auxilia na digestão e na fermentação do bolo alimentar. Ainda é fonte de Betacaroteno, vitaminas C e do complexo B, cálcio, fósforo, potássio e ferro. 
Os médicos orientais recomendam a ingestão de inhame para fortificar os gânglios linfáticos. 

Na Índia, o sistema médico ayurvédico também indica o consumo desse alimento para restaurar as defesas orgânicas, principalmente como recurso para combater infecções e tumores. 
O inhame que possui estas propriedades é o pequeno, marrom e cabeludinho conhecido como inhame japonês.

Apesar de tudo isso, creio que como todo alimento, o inhame deva ser consumido com moderação e alternando com outras opções, pois o inhame é rico em ácido oxálico e algumas crianças autistas em tratamento biomédico tem problemas com oxalatos.
Neste caso há duas soluções: utilize o leite de inhame crú para produzir receitas que serão cozidas e para produzir vitaminas, faça o leite com inhame cozido. Quando cozinhamos o inhame, ele perde os oxalatos. Cozinhe um inhame com casca. Depois de cozido, descasque e bata com uma ou duas xícaras de água.

Este leite pode ser utilizado em todas as receitas que pedem leite vegetal e acredito que deva ser ótimo para mingaus.
Se for utilizá-lo crú como em vitaminas, observe se sua criança não apresentará nenhum incômodo, pois a presença do ácido oxálico pode provocar pinicamento ou coceira na boca ou na pele em pessoas sensíveis.


Leite de Inhame:

- 1 inhame japonês pequeno,

- 1 xícara de água mineral.


Modo de fazer:

1º Descasque o inhame, corte-o em pequenos pedaços e bata-o no liquidificador com a água.

2º Coe o leite com um pano de algodão. Utilize-o em seguida ou guarde na geladeira por 3 dias. Se quiser um leite mais ralo, adicione água a gosto. Eu fiz com um inhame médio e duas xícaras de água.


Postado por Cozinha sem glúten e sem leite.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Uma das melhores Triatletas do Brasil é Celíaca - Conheça mais sobre Carla Moreno


Uma das melhores Triatletas do Brasil é Celíaca - Conheça mais sobre Carla Moreno


Você já imaginou ser um dos melhores Triatletas do seu pais ??
Claro que muitos já pensaram nisso...


Mas imagina só, você não somente ser um dos melhores triatletas do Brasil, em um dos esportes mais díficies, em um País onde este esporte não é valorizado e, além disso tudo, ter que lidar com uma restrição alimentar, no caso o Glúten ?!?!


Pois é... imaginou ??

Então agora, saia da imaginação e conheça um pouco mais da melhorar Triatleta Brasileira da atualidade, que é Celíaca, foi a 4ª colocada na Copa do Mundo em Edmonton no Canadá (Julho/2011), ganhadora de 3 medalhas (2 de prata e 1 de bronze) nos ultimos Jogos Mundiais Militares - 5o.CISM MILITARY WORLD GAMES que aconteceu agora no mês de Julho/2011 no Brasil
"CARLA MORENO iniciou sua carreira em 1996 na categoria junior e surpreendeu com um 4º lugar no Triathlon Internacional de Santos, no mesmo ano conquistou o Mundial de Triathlon Junior na Áustria e terminou o ano como Campeã do Troféu Brasil. Como profissional tem como melhores resultados: Prata nos Jogos Panamericanos Winnipeg 1999, Campeã do Ironman 70.3 Brasil 2007, 2 x Campeã da Copa do Mundo de Triathlon (etapas), 15 x Top10 em provas do Circuito Mundial de Triathlon, Bi Campeã Panamericana, Campeã Brasileira, Heptacampeã do Troféu Brasil Profissional, Tetracampeã do Triathlon Internacional de Santos e a participação em duas Olimpíadas, Sydney 2000 e Athenas 2004.
CARLA MORENO quer ainda mais, disputar os Jogos Panamericanos pela 4a vez consecutiva, disputar pela terceira vez os Jogos Olímpicos (Londres – 2012) e realizar o sonho de disputar uma edição dos Jogos Olímpicos em eu país, Rio 2016; se olharmos seu passado "garra" não faltará para a conquista de seus objetivos e sonhos!" FONTE: http://carlamorenotriathlon.blogspot.com/

Vejam abaixo a entrevista/questionário que ela gentilmente respondeu para o Triathlon Sem Glúten [TSG] :


[TRIATHLON SEM GLUTEN] Há quantos anos você faz triathlon ?

[CARLA MORENO] 15 anos


[TSG] Quando você descobriu que era celíaca ?

[CARLA MORENO] Em 2009, mas eu ja passava mal ha bastante tempo...


[TSG] Qual era o principal sintoma ? Anemia, fadiga , etc??

[CARLA MORENO] Tinha anemia há 5 anos antes de descobrir a doenca e não melhorava com medicacao.
Tambem tinha muita indisposição para treinar, um cansaço grande e em 2007 comecei a ter esporadicamente hemorragias intestinais.
Meu corpo ficava inchado, parecia gases na barriga, mas com remedio para gases nao sumia os sintomas.



[TSG] Teve muitas complicações na saúde por conta da restrição ao glúten ?

[CARLA MORENO] Acredito que antes da descoberta eu tive muitos problemas como relatei acima...
Porem quando tirei o glúten, as 3 primeiras semanas foram as mais difíceis, porque tive uma melhora grande de saude, mas ao mesmo tempo um desconforto que se misturava pela ansiedade de não poder comer o que comia antes.



[TSG] Nesta época você já competia como elite/profissional ?

[CARLA MORENO] Sim, foi em 2009 e eu ja tinha 13 anos nesse esporte.


[TSG] Como foi no primeiro momento, associar a alimentação com restrição ao gluten com os fortes treinos de triathlon ?

[CARLA MORENO] Não foi dificil para os treinos, mas sim uma melhora muito grande do meu corpo e consequentemente conseguia treinar muito melhor...
O difícil era aceitar ficar sem comer os paes, pizzas e massas em geral! Rsrs



[TSG] Você acha que depois da adequação com alimentacao x treinos, gerou uma melhora em sua performance ?

[CARLA MORENO] Muito, hoje nem sinto falta de comer nada do que eu comia antes... Me sinto bem nos treinos e nas competições.


[TSG] Como você faz hoje em dia com a dieta restrita ao gluten quando precisa realizar competições fora de casa, como provas internacionais ? Como é a sua logística ?

[CARLA MORENO] Eu pesquiso pela internet para onde vou, se tem algo perto que eu possa comprar, ou levo muitas coisas de casa mesmo. Eu acho muito mais pratico hoje comer sem gluten, peco para fazer massa, grelhados, pure, etc, no hotel ou em restaurante, acho super simples.


[TSG] O uso de massas em véspera de provas é quase que um ritual, neste caso, qual é a substituição que você faz ?

[CARLA MORENO] Eu como a massa sem gluten mas porque eu como massa diariamente, para mim, isso de só comer massa antes da prova é mito, como igual todos os dias; massa, saladas, grelhados, legumes etc...
Mas para quem não achar a massa, pode comer pure de batata, ou de mandioquinha, ou de mandioca, ou de cenoura... E também o arroz...



[TSG] Qual a dica que você daria para os celíacos, atletas e não atletas, para não desistirem da dieta e muito menos desanimar com o esporte ?

[CARLA MORENO] Persistir durante 3 semanas, apreciar o paladar dos alimentos e tenha calma para ver a diferenca em seu corpo e desempenho. Procure nos primeiros 3 meses comer até mais do que comia antes, ou seja, nunca sentir fome. Pois sem fome você nao pensará em coisas com gluten... Rsrs essa tatica deu certo pra mim.


[TSG] Em uma frase responda : Ser celíaca e triatheta para você é ?

[CARLA MORENO] Ser normal e simples!!! :-)


Agradeço a Carla Moreno por esta oportunidade em compartilhar conosco esta sua realidade. Demonstrando com resultados que é possível  "ser normal e simples" , mas também vencedor em todos os sentidos. Obrigado !!

Viva de Forma Saudável !!!! 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais sobre a Fibra de Beterraba Açucareira


Fibra de Beterraba Açucareira é pura fibra e uma fonte rica em fibras solúveis + insolúveis.
Fibra de Beterraba Açucareira é 100% seguro para os celíacos por não conter glúten.


Testes clínicos demonstram que Fibra de Beterraba Açucareira:
      
        • diminui LDL-colesterol (2)
        • controla resposta glicemica pós refeições(3)
        • melhora motilidade intestinal (4)
        • prolonga sensação de saciedade(5)
        • não afeta absorção de minerais negativamente (6)


Benefícios:

        • Natural
        • Clean label (rótulo limpo).
        • Não provoca reações alérgica
        • Kosher (É a definição dada aos alimentos preparados de acordo com as Leis Judaicas de alimentação) e Halal (o alimento é considerado Halal (permitido para consumo), quando obtido de acordo com os preceitos e as normas ditadas pelo Alcorão Sagrado e pela Jurisprudência Islâmica. Esses alimentos não podem conter ingredientes proibidos, tampouco parte deles)



References
2 Israelsson B, Jarnblad G and Persson K, 1993. Serum cholesterol reduced with Fibrex-a sugar beet fibre preparation. Scandinavian Journal of Nutrition/Näringsforskning, 37, 146-149.
3 Hagander B, Asp NG, Efendic S, Nilsson-Ehle P, Lundquist I and Schersten B, 1986. Reduced glycemic response to beet-fibre meal in non-insulin-dependent diabetics and its relation to plasma levels of pancreatic and gastrointestinal hormones. Diabetes Research, 3, 91-96.
4 Giacosa A, Sukkar SG, Frascio F, Ferro M. Sugar-beet fibre: a clinical study in constipated patients. In: Southgate DAT, ed. Dietary Fibre—Chemical and Biological Aspects. J.W. Lampe, R.F. Wetsch, W.O. Thompson, J.L. Slavin, 1993. Gastrointestinal effects of sugar beet fiber and wheat bran in healthy men. Eur. Journal of Clinical Nutrition 47, 543-548.
5 V.J. Burley, A.W.Paul, J.E. Blundell, 1993. Sustained post-ingestive action of dietary fibre:effects of a sugar-beet fibre. Journal of Human Nutrition and Dietetics 6, 253-260.
6 Cossack, Z.T., Rojhani, A., Musaiger, A.O., 1992. The effects of sugar beet fibre supplementation for five weeks on zinc iron and copper status in hum. Eur. Journal of Clinical Nutrition.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Doença celíaca mata 42.000 crianças por ano no mundo

05/08/2011 - 23:07

Reportagem VEJA

Ainda desconhecida pela grande maioria da população – e, infelizmente, por parte da classe médica – a doença se caracteriza pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio

Aretha Yarak
Doença celíaca: o glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio, é responsável por desencadear a patologia
Doença celíaca: o glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio, é responsável por desencadear a patologia(Thinkstock)
A doença celíaca é como um iceberg. Na pequena parte à vista estão pacientes que apresentam sintomas severos, como vômitos e diarreias. Abaixo da superfície está a maioria dos casos, de pacientes que passam anos sem obter um diagnóstico da doença
O ano é 2005. A professora universitária Flávia Anastácio de Paula lida com uma cena que virou rotina. Seu filho do meio, Emílio, então com apenas dois anos, vomita sem parar durante horas. Abaixo do peso, com constipação crônica, crises de hiperatividade, pneumonias frequentes, dores fortes nas pernas e peso e estatura muito abaixo do indicado, Emílio começou a adoecer quando tinha apenas seis meses de vida. À época, Flávia deu início a uma via-crúcis: descobrir qual era a doença do filho. No caminho, que durou quatro anos, passou por mais de 15 médicos diferentes, dezenas de exames clínicos e laboratoriais e internações hospitalares regulares. Em setembro de 2007, aos quatro anos, Emílio foi enfim diagnosticado: ele era portador da doença celíaca.
Ainda desconhecida pela grande maioria da população – e, infelizmente, por parte da classe médica – a doença se caracteriza pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. O primeiro levantamento global sobre a doença, divulgado no final de julho, indica que ela cause a morte de cerca de 42.000 crianças todos os anos no mundo. Em entrevista ao site de VEJA, Peter Byass, epidemiologista coordenador do estudo que reuniu o departamento de saúde pública e medicina clínica da Universidade de Umea, na Suécia, e a Faculdade de Saúde da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, avalia que no Brasil 200 crianças morram anualmente em função desse mal. Alguns estudos internacionais afirmam ainda que uma a cada 100 pessoas no mundo seja portadora da doença; outros, que mais da metade dessas pessoas não sabem que estão doentes. No Brasil pouco se sabe sobre a incidência da doença, já que faltam levantamentos nacionais. Dados de uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, realizada em 2007, apontam que um a cada 214 brasileiros tem a doença. Os dados existentes sobre doença celíaca, como se vê, são poucos, dispersos e por vezes desatualizados.
A doença celíaca foi descoberta em 1888 pelo pediatra britânico Samuel Gee, mas apenas no decorrer da década de 1940 o glúten foi reconhecido como o vilão causador do transtorno. Durante os períodos de escassez alimentar da guerra, o médico holandês Willem Karel Dicke notou que a falta de pães e de produtos à base de trigo reduziam o número de casos, e acabou relacionando a proteína à doença. Dicke criaria, ainda no começo de 1950, a primeira dieta livre de glúten para pacientes com doença celíaca – que permanece sendo o único tratamento disponível até hoje. De lá para cá, alguns passos importantes foram dados para o controle do problema, como a definição dos sintomas (diarreia crônica, inchaço do abdome, anemia e vômitos) e a indicação de um tratamento alimentar. Mas, mesmo que seja um mal conhecido, estudado, com tratamento e exames para diagnóstico estabelecidos, a doença celíaca persiste silenciosa e subdiagnosticada em muitos pacientes. 
Dificuldades – Casos como o de Emílio são minoria, mas estão longe de se tratar de uma exceção. Embora a intolerância ao glúten costume aparecer de maneira mais amena na maioria dos casos, 20% dos celíacos têm sintomas extremos, segundo Aytan Miranda Sipahi, coordenador do Laboratório de Gastroenterologia Clínica e Experimental da USP. Os demais podem ter apenas um dos sintomas, como enxaqueca, aftas e flatulência. Por não serem tão severos ou alarmantes, acabam dificultando o diagnóstico. Por isso, a doença celíaca é normalmente representada como um iceberg. Na ponta (pequena parte à vista), estão pacientes como Emílio, sua mãe e seus dois irmãos: pessoas que sofrem, e muito, com a doença. Em todo o restante da enorme massa de gelo, estariam pacientes como Raquel Benati.
A professora de artes, hoje com 48 anos, demorou duas décadas para receber o diagnóstico da doença. "Os médicos não investigavam a doença celíaca, porque só detectavam uma anemia. Eu até tinha crises de diarreia eventuais, mas a constância maior era das prisões de ventre", diz. Hoje, Raquel é vice-presidente do braço carioca da Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra) e secretária da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), que conta com cerca de 20.000 associados. Seu trabalho nas instituições é orientar os celíacos e ajudar a conscientizar a população. "Os médicos relutam em fazer o diagnóstico, principalmente quando você não tem o quadro clássico. Conheço muita gente que foi até o consultório especificamente pedir para fazer o exame."
Diagnóstico e complicações – A investigação para a conclusão do diagnóstico costuma seguir três passos: histórico familiar da doença, exame de sangue e biópsia do intestino delgado por endoscopia. Por ser genética, a doença pode estar presente em um ou mais membros da mesma família. O teste sorológico de sangue, por sua vez, visa detectar antígenos da doença. Quando esse exame de sangue dá positivo, é feita a endoscopia com biópsia do intestino, exame considerado definitivo para um diagnóstico. Nessa fase se procura saber se as vilosidades (dobras no intestino responsáveis por aumentar a absorção de alimentos) da mucosa intestinal foram agredidas e atrofiadas – uma característica da intolerância ao glúten. O histórico familiar sozinho não basta para detectar a doença. Para saber com certeza, só após o exame de sangue combinado com a biópsia.
Mesmo nos casos mais amenos da doença, a detecção é fundamental. Isso porque as complicações podem levar a problemas graves, como osteoporose, doenças autoimunes, linfoma e outros cânceres e problemas na tireoide. "Há ainda casos em que a pessoa fica infértil ou pode ter abortos repetidos", diz Vera. Isso ocorre porque a exposição ao glúten faz com que o sistema imunológico trabalhe sempre acima do seu limite, fazendo com que as células de defesa proliferem. Essa hiperatividade pode acabar resultando em linfoma – que é justamente uma proliferação exagerada das células de defesa. O motivo disso acontecer ainda não é conhecido pela medicina.
Dieta complicada — De acordo com Vera Lúcia Sdepanian, coordenadora do curso de residência em gastroenterologia pediátrica da Unifesp, uma dieta sem glúten só é indicada após o diagnóstico positivo, caso contrário ela pode dificultar o processo de reconhecimento da doença. "Quando se para de comer glúten, os antígenos deixam de ser detectados no exame de sangue e as vilosidades do intestino vão voltando ao normal depois de seis meses. Assim, nenhum exame vai dar positivo para a doença, mesmo que a pessoa seja intolerante."
 
A rigor não existe problema em uma dieta sem glúten. A proteína não é essencial na alimentação humana, de acordo com nutricionistas. A única grande dificuldade é justamente a grande restrição alimentar, uma vez que a maior parte dos alimentos industrializados contém o ingrediente. "Não é fácil fazer uma dieta sem glúten", diz John Cangemi, gastroenterologista especialista na doença da Clínica Mayo, nos Estados Unidos. "Trigo, cevada e centeio são componentes de muitos tipos de alimentos, além de fazer parte de alguns medicamentos, doces e outros produtos. A pessoa pode, simplesmente, não se dar conta da presença deles." 
 
Vários outros alimentos além dos pães contêm a proteína, como cerveja, queijos fundidos, patês enlatados, embutidos, maionese, catchup e alguns temperos industrializados. O chocolate em teoria não tem glúten, mas como é feito na mesma esteira das bolachas – e corre risco de contaminação – é vendido com o selo contém glúten. "O paciente terá de conviver com muitas limitações alimentares, mas uma boa orientação nutricional pode tornar sua vida mais simples", afirma André Zonetti de Arruda Leite, médico assistente da disciplina de gastroenterologia clínica do departamento de gastroenterologia da FMUSP.
Tire suas dúvidas sobre a doença celíaca no quadro abaixo:
 
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O que é a doença celíaca?

É uma doença caracterizada pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio. Toda vez que um alimento com glúten é consumido, uma reação imunológica desencadeia-se no intestino e causa a destruição das vilosidades da mucosa, dobras que aumentam a absorção de nutrientes. Assim, com o tempo a doença leva a uma série de problemas, como anemia, perda de peso e outras doenças graves.